Remake - Antes que o Diabo Saiba que você está Morto
0 comentários Postado por Helena von Villon às 08:45
Marcadores: Faculdade
Seminário Sidney Lumet from Cleber Gomes on Vimeo.
Marcadores: Vídeo Biografia
Vídeo Biografia - Diretor de Fotografia - Giuseppe Rotunno
0 comentários Postado por Helena von Villon às 08:38Marcadores: Vídeo Biografia
Por: Ligia Helena
Laranja Mecânica
O filme trabalha muito no lado psicológico dos personagens. Por esse motivo ele trabalho uma estética diferenciada.
Na primeira parte do filme, antes de Alex ser preso, os movimentos de câmera, os cenários, figurinos e etc, acompanham a insanidade transmitida pelo personagem.
![]() |
| Figurino da gangue de Alex |
Alex que se grupo sempre se vestem de roupas brancas e pretas e contra-posição com os figurinos extremamente coloridos aos demais personagens. Alex ainda usa lápis nos olhos.
Já os cenários possuem uma arquitetura um tanto futurista, psicodélica. Principalmente ao que diz respeito ao Q.G. da gangue. Que possui paredes negras com palavras escritas em branco e muitas lâmpadas espalhadas, decorado por estátuas brancas de mulheres nuas com perucas coloridas em posições eróticas. Alias, há um grande numero de figuras eróticas em todo o filme.
Nessa metade do filme também há um grande trabalho de câmera, muito uso de travelling, como na cena onde Alex seduz duas adolescentes na loja de discos. Há também o uso de câmera na mão na cena em que ele ataca a dona de um Spa. E de câmera em ângulo na cena em que os druguis invadem a casa de um escritor e estupram a sua mulher.
Mas, na metade do filme em que Alex é preso, toda a palheta de cor muda e fica mais cinza e não há tanto trabalho com a câmera. Tanto os figurinos quanto cenários ficam mais sóbrios, como que acompanhado a mudança na vida de Alex. De líder de uma gangue de arruaceiro a um cidadão inofensivo que não pode nem se defender.
Tal contraste aparece na cena final, onde ele tem delírio no qual faz sexo na frente de muitas pessoas da alta sociedade.
O filme também tem como trilha sonora musicas clássicas, principalmente Beethoven, predileto por Alex.
| Método Ludovico |
O próprio filme trabalha em seu contexto o behaviorismo. Quando o personagem principal é preso e passa pelo tratamento Ludovico, os médicos fazem com que ele pare de cometer qualquer tipo de violência a partir de uma terapia que fazem com que ele relacione a dor com a violência.
Esse método pode ser facilmente associado à teoria de punição do behaviorismo radical. Já que ele faz com que o paciente iniba qualquer ação violenta por associar a dor da punição recebida. Assim com um rato que leva um choque quando não se comporta conforme o cientista acha mais apropriado.
Tanto o rato como Alex mudaram seu comportamento para pararem de sentir a punição, que no caso é a dor.
Marcadores: Críticas
Curta de um minuto realizado em 2009 no festival interno de curtas da Metodista.
"A torrada nossa de cada dia" from Curta 1 Minuto on Vimeo.
Marcadores: curtas
Por: Ligia Helena
Coraline trabalha, assim como qualquer obra de Neil Gaiman, com o a magia e lado sombrio das coisas. Em Coraline, ela se vê entre dois mundos: Um real, mas chato e outro fantástico, mas assustador.![]() |
| O contraste entre os dois mundo |
Isso se mostra no filme através da mudança na palheta de cores. No mundo real, Coraline esta em um mundo acinzentado e envolvido pelas cores frias principalmente o azul marinho. Já no mundo atrás da porta Coraline esta envolta com muitas cores e formas e há um predomínio das cores quentes, principalmente o amarelo canário. Esse uso de cores para ambientação também pode ser visto em outro filme de animação, "A noiva Cadáver" de Tim Burton. No mundo dos vivos, onde há hipocrisia e tristeza, tudo é cinza e triste. No mundo dos mortos, onde as coisas fúteis da vida já não servem para nada, tudo é feliz e colorido. Mas em Coraline, a história é diferente. O mundo atrás da porta nada mais é que uma armadilha para crianças venderem suas almas, por isso ele é tão maravilhoso e colorido. Entretanto, Coraline é muito esperta, e não cai, obrigando a falsa mãe a seqüestrar os pais da menina. Então, de repente, o mundo que era tão lindo vira um mundo assustador e com ele some todas as coisas bonitas.
Outro fator estético que ajuda a dar o clima de terror no filme é o uso da geometria. Que aparecem desde as árvores secas e altas até o gato preto que ajuda a menina e as teias macabras de aranha da falsa mãe. Mais uma vez podemos ver as mesmas características em outro filme de Tim Burton, "O estranho Mundo de Jack", onde tudo parece muito fino e comprido comparado com mundo do Natal. Isso em conjunto com a trilha sonora estrumental eclética, que vão do piano e coral até chilofone, passam o clime de sombrio e mistério.
Pro outro lado, há também grande uso de metáforas e simbolismo relacionados a crenças populares e misticismo em todo filme. O gato preto, guia de Coraline, considerado na mitologia com um portal para o mundo dos espíritos, além de também conseguir passar para o outro lado sem a chave ganha capacidade de falar no outro mundo. Os olhos são considerados as janelas da alma, quando a criança vende sua alma para a outra mãe o trato é selado costurando botões nos olhos. As crianças que perderam a alma ficam presas no espelho, ter reflexo no espelho representa a posse de alma, vampiros não tem reflexo, pois não tem alma. Entre outras coisas.
Mercadológicamente, quando foi lançado, Coraline saiu em 3D, o que na época estava começando a voltar à moda graças ao sucesso do filme de James Cameron "Avatar". Outro fator importante é o nome do autor do livro que deu origem ao filme, Neil Gaiman. Já com alguns sucessos adaptados para o cinema tal como "Stardust - O mistério da estrela", Gaiman tem uma lista considerável de fãs que ajudou em sua bilheteria. E por fim, o atual progresso do mercado de animações como os títulos “A era do Gelo", que acabaram acabando com o monopólio da área da gigante Disney.
O interessante sobre a temática do filme é que por mais estranho e, por mais fantástico e mágico que ele seja, não deixa de ser atual. O filme trabalho com uma coisa que muitos se identificam: o desejo de viver num mundo ideal, aonde tudo é o jeito que sempre desejamos, ao invés do mundo chato e triste que temos que aturar todo dia quando acordamos pela manhã. Onde somos obrigados a, muitas vezes, fazermos o que não queremos. Mas ao mesmo tempo perigosa. Pois tudo tem o seu preço, e é isso que mostra o filme. E nem sempre esse preço é tão justo assim.Ele também trabalha com o a psicanálise. Para conseguir seduzir as suas vítimas, a falsa mãe, trabalha com os desejos mais profundos das crianças e os transforma em real no mundo dos sonhos. Então a criança acorda e volta à vida normal e anseia mais ainda pelo o que sonhou. Ou seja, ela trabalha o inconsciente das vítimas, aquilo que está escondido nas profundezas da mente para criar um mundo perfeito baseado no naquilo que seria os ideais inconscientes da pessoa, que geralmente é o oposto do seu mundo real.
Marcadores: Críticas
Subscribe to:
Postagens (Atom)

